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31/AGO/2010 10h57
A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou na última semana, que o satélite GOCE (Explorador da Circulação Oceânica e da Gravidade) sofreu um problema no sistema de transmissão de dados e está impossibilitado desde julho de enviar as informações recolhidas no espaço.

O satélite foi lançado ao espaço em março de 2009 da base de Plesetsk, no norte da Rússia, com a missão inédita de elaborar um mapa tridimensional e exato das variações do campo gravitacional do planeta. A duração inicial da missão é de vinte meses e interromper a transmissão de dados neste momento seria lamentável.
Mesmo que a situação seja complicada, ainda é possível reanimar a nave", declarou Rene Prischel, em Moscou. Estamos trabalhando nos reparos", completou Prischel.
Quase um ano após seu lançamento, o satélite GOCE sofreu o primeiro colapso em um dos chips do computador principal em fevereiro de 2010, o que fez os engenheiros da ESA transferirem as atividades para o computador secundário.
Os engenheiros vão tentar realizar uma série de correções nos softwares nos dois computadores com defeito e só terão uma real posição do funcionamento do sistema no mês de setembro.
Se a missão acabar hoje, dois terços das informações já foram passadas para a Terra, mas a falha no mês passado deixou dados preciosos sobre as medições da gravidade presos a bordo do satélite.

Um grau significativo de dados está no banco da missão e estamos fazendo um progresso científico enorme com os dados que já temos, disse Mark Drinkwater, gerente da missão de observação da Terra, da ESA.
A missão com o GOCE exige baixa altitude para fazer observações sensíveis no campo de gravidade da Terra, detectando pequenas flutuações. No futuro, os dados vão permitir aos cientistas compreender melhor os movimentos tectônicos e sísmicos do planeta, assim como a distribuição do magma sob os vulcões.
Artes: No topo a concepção artística do satélite GOCE na Agência Espacial Europeia, lançado em março de 2009 com objetivo de criar um mapa tridimensional do campo gravitacional da Terra. Na sequência, o primeiro mapa gravitacional elaborado pelos cientistas em junho. Crédito: ESA.